A Artista

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Cybele Maria Rabelo Ramalho, nasceu em 30 de julho de 1958 em Aracaju (SE), filha do advogado  e professor da UFS  Balduíno Ramalho  e da  Sra. Maria Lisette Rabelo Ramalho. A tradição do mundo das artes pertencia à família materna: seu avô materno, Dr. Alfeu Rabelo, era caricaturista, poeta, escritor, músico e diretor de teatro,  além de  pesquisador e cientista. Sua mãe, tios e primos exerciam a pintura, alguns como amadores, outros profissionalmente.  Desde a sua infância, desenhar e pintar eram a sua forma preferida de brincar. Construía enredos e personagens exóticos.

 

Aos 14 anos pintou seu primeiro quadro a óleo e  a partir daí passou a ser aluna de Eurico Luiz, pintor baiano que residia em Aracaju. Através deste, até os 17 anos de idade,  participou de alguns eventos e exposições de arte em Sergipe, em especial  dos Festivais de Arte de São Cristóvão na década de 70, de coletivas na Galeria de arte Álvaro Santos  e no Salão Global de Pernambuco (promovido pela Rede Globo). Nesta época, recebeu alguns prêmios, mas não se integrou ao meio artístico. Sua produção era especialmente de desenhos a nanquim e de pintura,  sendo  identificada como surrealista.

 

Aos  18 anos passou a estudar Psicologia na UFPB, em João Pessoa,  onde residiu durante cinco anos. Só retornou à arte em 1980, quando participou de coletivas no Estado da Paraíba.  De volta a Aracaju em 1981, seu contato com a arte foi esporádico, cíclico, movido por interesses pessoais. Projetava imagens do próprio inconsciente, assim como reflexos da sua prática como psicoterapeuta. Os dramas individuais e grupais foram, de algum modo, captados, projetados e revelados no seu trabalho.

 

Em 1990 passou a ser professora da UFS, no curso de Psicologia, assim como concluiu sua Especialização em Psicodrama (BA). Em 1999, especializou-se em Psicologia Analítica (BA), passando a trabalhar, pesquisar e a publicar livros nestas abordagens[1]. No final da década de 90 passou a ter interesse  não apenas por temas psicossociais, mas também por  temas arquetípicos,  mitos, imagens do inconsciente, alquimia, etc. Buscava trabalhar na interface entre a arte e a Psicologia. Sua obra passou a ser especialmente permeada pelos conteúdos da sua prática profissional  que aproximava estas duas linguagens.

 

Em 2011 é convidada para ilustrar o livro de contos do colega analista Dr. Carlos São Paulo (BA), “Luzes e Sombras do cotidiano”. A partir daí voltou a estudar outras linguagens e técnicas nas artes plásticas, além da pintura e do desenho a nanquim, com o artista plástico Mílton Coelho. Atualmente, tem preferido trabalhar com desenhos a nanquim e aquarelas. As narrativas oníricas tem sido a sua principal fonte de inspiração.

 

Atualmente casada com Idalton Martins, mãe de Dante Alexandre, e proprietária da Profint (www.profint.com.br), clinica-escola que oferece cursos de especialização para psicólogos.



[1] Livros publicados: “Aproximações entre Jung e Moreno” (2002), “Descobrindo Enigmas de Heróis e Contos de Fadas” (2008), “Psicodrama e Psicologia Analítica: construindo pontes” (2010) e “Psicodrama e Dinâmica de Grupo” (2011).